Uma campanha e um texto subversivo

FELIZ NATAL EM JULHO

” A ONG Mãos Solidárias está começando mais uma edição, a décima-segunda,da campanha “Natal do Brinquedo Usado”, que no ano passado doou quase 11.500 brinquedos embalados e renovados para crianças das comunidades da Ilha, em 22 locais de distribuição com festas.

Este ano, a meta é de 12 mil unidades, por isso já começaram os recolhimentos de brinquedos em empresas, condomínios e associações. Basta juntar uns brinquedos usados, ligar para 3396-0268 que os “ajudantes do Papai Noel ” vão pegar sua doação.

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Só a União salva a Cultura na Ilha

Só a União salva a Cultura na Ilha

URUCA NA CULTURA – Nunca vi, em 30 anos de Ilha, situação pior para quem produz cultura e diversão por aqui. O Alternatilha, excelente idéia de um pólo de bandas, hoje virou um bar com música ao vivo. A Lona Cultural é reduto de sonhadores, nenhum projeto avança, a maioria dos shows dá prejuízo e a prefeitura não paga os atrasados de manutenção. A Casa de Cultura é espaço educativo, não tem condições de show, não tem volume para produção profissional. Tem vizinho demais.

O Farol da Ilha fechou, a reforma se arrasta há quase um ano. Portanto a única casa de show, com palco e equipamento de som e luz fixos, para artistas profissionais, é o La Playa. A Portuguesa, o Iate Clube e outros clubes são espaços alocados, não há cultura no sentido continuado, é aluguel de público eventual.

Os cinemas ainda não abriram e ninguém se propôs, na ausência, a fazer cineclube na Ilha. Livro na Ilha só em papelaria e nos dois sebos: Cacuia e Cambaúba, porque a livraria do Shopping fechou. Não há um festival, uma procissão, uma festa popular, uma corrida, ou uma exposição que se destaque no calendário da cidade. Colégios e Universidades nada fazem, nada patrocinam, nada hospedam.

Para concluir: perdeu-se um bairro inteiro. A Freguesia tinha vida noturna com boates, bares, programação cultural intensa, turistas na praia da Onça, nos Hotéis, há 30 anos. Hoje, nada, deserto, tem um forró onde foi uma pista de patinação famosa nos anos 80 e o malfadado Peixão. A Ribeira se mantém firme. Naquela época já tinha a Soparia, a Cabana, o Careca e a Bagaceira e hoje tem muito mais. Mas só até o Terminal Pesqueiro, ou ex-terminal-dor eleitoreiro, ser construído.

Na Ilha hoje, orgulho e produção cultural de verdade, só mesmo o samba, porque GRAÇAS à DEUS e as ENTIDADES DO CAMDOMBLÉ e a JESUS, a União da Ilha voltou ao primeiro grupo das Escolas que desfilam para o mundo se erotizar de Samba.

Meu palpite é que a Ilha é microcosmo do Rio e sua decadência econômica e renovação social, novas classes: os velho-ricos odeiam os novo-pobres e vice-versa, todos estão perto, ninguém se entende porque não se conhece e o resultado da desconfiança é o medo e a violência. Muita gente fica em casa, vendo TV e discutindo em família. Mas se encontrarão felizes na avenida no próximo carnaval. O que será o amanhã ?

PS.: Me corrijam se eu estiver delirante.

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