A crônica da viagem

Os números:

– 143 km, dois dias, 13 h e 30 min de pedal e paradas.

– Dois gatorades, três noodles, duas barras de cereal, um jantar de massas, o café da manhã do hotel, dois litros de água, duas cocas.

– 850 m de Altitude. 21 km de Serra acima, 16 km de Serra abaixo, 105 km de planos.

– Máx  32,2 Km\h. Mín, 7,2 Km\h.

Vista pelU -Biker, suscinto, foi assim a viagem:

Dificuldade com o Baú, nas paradas, para sair da Bike, arrasto de vento contra.

Trânsito e fumaça ( com máscara, sempre ) na saída da cidade, saí tarde. 8:30h.

No Km 9, do Velo 5, Mercado de São Sebastião, um pneu furado. Meia-hora na troca e sinistrose. Usei a bolsa de cintura para amarrar a Bike num cano externo, num posto, e tirar a roda de trás sem virar o baú. Depois de tudo pronto, a roda ficou descentrada e deixei a bolsa lá, amarrada. E parti. Só notei na entrada da Rod. Washington Luís, 10 minutos depois, voltei e estava lá, com celular, cartões, dinheiro trocado, etc..de muito uso. Não fiz foto disso.

Km 22, na última entrada para Caxias, sacudi num piso irregular, com trânsito forte em volta, minha luz vermelha da frente pulou ( mal travada ? ) e se espatifou debaixo de um carro. Era para usar no túnel da Serra, que felizmente é iluminado agora.

No km 37 do Velo 5 as primeiras recompensas. Um restaurante com piscinas geladas, no início da Serra e um borracheiro logo antes. Era uma loja grande e suja, com três pessoas no descanso e só um trabalhando, o cara da foto.

Na subida, ninguém tocou a barra de alerta, mas veículos grandes, dois ônibus por exemplo, lado a lado, fica perto, dá uma certa claustrofobia. O ônibus, você e a parede de pedra.

A Serra sobe lenta, tem trechos quase planos, mas no final, faltando uns 6 a 7 km, fica pesada. É onde tem o túnel, a melhor vista e a parede de pedra. Subi a 7km por hora neste trecho. O resto, Por volta de 10 km\h e 25 km\h, nos planos. Fiz três paradas de alongamento e nutrição.

Cheguei às 3:20h da tarde no Alemão, como sempre ninguém acredita. Porque será ? Todo dia sobe um ciclista naquela Serra. Acho que são as pernas finas e a cabeça grande e cinza.

Foi difícil encontrar um Hotel. Fui à cinco deles, três sem garagem, dois lotados, terminei no Hotel Scala, logo na entrada da Av. do Imperador. Não cheguei a exaustão, gastei muito tempo e não esforço.  Mas acordei dolorido nas costas e pernas.Hotel tem que reservar. Ponto.

Em Petrópolis, no dia seguinte, consertei a roda torta numa loja, de grátis, e vi uma novidade. Uma estátua do 14-Bis. E a rua Teresa foi a saída para não descer a Serra pela BR 040, feroz quando os carros e caminhões e ônibus descem a 90 ou 100 km por hora, fazendo ” tangentes ” no acostamento. Da Rua Teresa vai-se perguntando pela Estrada Velha da Estrela, que foi uma Fábrica de Pólvora e também é nome da Serra.

O calçamento de pedra é irregular, mas deu para chegar a 22 km de máxima, em trechos mais lisos. Doeu muito as mãos, com a vibração e o freio constante.

A Serra é aberta e se vê Piabetá e Chatuba lá embaixo. As ocupações de casas pela Mata prometem acabar com a beleza e paz daquela Serra. Falta pouco para os de baixo chegarem à vizinhança dos de cima da Serra.

Depois tem retas de Piabetá até a Rod 116, de Teresópolis, depois a volta à BR 040 e o caminho de casa, com camisa no rosto para respirar mais limpo. As duas máscaras, de R$ 1,00, foram desmanchando com o suor.

De volta ao caminho da ciclovia Imaginária, Ilha-Caxias, onde o Hotel Palmeiras é a ponta de Caxias.

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