Uma ilha musical

Gógol com Destemido Wallace no Cinematéque

Gógol no show do Destemido Wallace

Ilha é um pedaço de terra cercado de água por todos os lados e cheio de música dentro.

Jamaica, Inglaterra, Cuba, são ilha países musicais. Ilha de Wright é um tremendo festival. Na Ilha da Páscoa com certeza tinha muito batuque em torno dos Moais.

Encontrei outro dia uma banda entre irmãos, de uma ilha distante, que fazem “música do mundo”. E toda música não seria ? O Mundo é uma ilha, cercada de universo por todos os lados e cheio de música dentro.

Na Ilha de Floripa tem rock para todos os lados, reagge também. Onde tem surf tem reagge, porque será ? Na nossa Ilha tem menos do que antes, faltam espaços de qualidade para quem deseja fazer shows melhores, ou trazer artistas renomados. Só tem abertura para eventos populares do tipo pinga-pinga. O artista vai pingando um pouco aqui, pega o avião, pinga mais ali, na mesma noite. O negócio da Música.

Música de qualidade é difícil de reproduzir sem um som de qualidade. Aquela atmosfera de encontro musical, diálogo de instrumentos, momento marcante, isso é difícil mesmo de ver na Ilha.  Eu tô falando de música enquanto religião, me entendam, por favor.

Mas a base é uma só. E na base do show em barzinhos, festa de rock com dez bandas para um mesmo P.A.,  de musicais infantis, os músicos da Ilha estão revelando a qualidade da nova geração. Dos velhos rocks na praia da Bica restou pelo menos umas três formações pesadas, eu dou o exemplo do Macacos Me Mordam, que eu conheço desde que era um miquinho, na fralda. Recentemente abriram show pros Raimundos.

Banda Manacá

E a vocalista da Banda Manacá, Letícia “Capitu” Persiles, passou pela praia garotinha, depois freqüentou a Elbe de Holanda, depois a NEP, foi se perder, ou se achar, lá pros lados da Lapa, atual vitrine carioca de talentos.  Por falar na NEP, Martina Blink contracenou com Hugh Jackman, o Wolverine, num comercial de sei lá o quê, isso é detalhe. Tá no link aí da NEP.

Da Elbe de Holanda não tinha como não sair um talento: Fernando Holanda. Conheci tocando guitarra portuguesa em música mineira. Acho que está viajando pela Marinha, mas volta para o trabalho com Márcio Claro , outro que vai dar o que falar, letra e música. Santa Fé.

Thiago Caçula no DW

E da NEP também saímos eu, Caçula e Mariane Guerra.  Logo depois conheci o Oto, no Alternatilha o Léo Guima,  e  muito depois o Destemido Walace, um combinado Zona Sul/Ilha.

Thiago Caçula, ex-príncipe da cinderella trash na NEP, agora é Destemido também, estuda teoria e composição, todo dia.  É uma banda que leva música à sério. Relojoaria sonora na intenção da mensagem.  Tenho a felicidade de ver tudo isso acontecendo.

Mari Guerra está fazendo um CD total, daqueles que mudam o destino de uma pessoa. Como já acontece com a banda Manfred, dos amigos Marquinhos e Alan Ramón, um CD que confirma a vida pela música.

tic,tac,tic,tac..

E onde estaremos daqui a dez anos ?

Haverá esse post ?

Se estivermos no mundo, vai ter som por perto.

VLW !

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