Ciclovia Ilha-Caxias

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Nos links abaixo estão os detalhes da Campanha pela Ciclovia Ilha-Caxias, RJ. São 16 km divididos em 17 trechos que passam por calçadas, a maioria abandonadas e precisando de uma reforma geral de todo o espaço público nos trechos. O cadastro de contatos e o projeto escrito estão na fase final.

A idéia básica é formar um grupo para contactar todos os proprietários e ir construindo a ciclovia em pedaços, como num quebra-cabeças, pela necessidade natural e cívica que todos os donos de calçada devem (…) ter. Quase a metade da ciclovia está em área militar, o que facilita  o início, se eles toparem. A campanha é um convite a todas as autoridades e cicloativistas.

( abra com botão direito em nova aba )

mapa da ciclovia

Caderno da ciclovia

Montagem de fotos com alguns trechos da ciclovia imaginada.

A IDÉIA DA CICLOVIA FEITA POR TODOS E PARA TODOS

Ciclovia Participativa. Parece utópico, não? Senão, vejamos.

Entre a Estrada do Galeão, altura do número 2.900, em frente a antiga Área de Lazer da Varig e a Rod. Washington Luís, no Hotel Palmeiras, tem 16 km. Contando a população de Duque de Caxias e da Ilha do Governador, dá um milhão de pessoas.

Para exemplificar uma Ciclovia Participativa, foi desenhado um percurso com 17 trechos. Percurso que passa por cinco diferentes comunidades carentes, duas imensas unidades da Marinha e Aeronáutica, com Vila de Militares e um batalhão do Exército. Além do Mercado de São Sebastião, e os bairros da Penha e Bonsucesso. Chegamos a quase 2,5 milhões de pessoas. Se dez por cento usarem bicicletas, são 250 mil ciclistas. E quantas ciclovias há neste percurso? Nenhuma. Ciclistas? Aos montes, a uma razão variável de 120 a 200 ciclistas por hora. A observação foi feita no meio do percurso, às 10h da manhã, mas a história aqui não é ciclovia para lazer, é para trabalhadores. Quando eu mensurar às 7h da manhã num belo dia de sol…

O Rio de Janeiro tem a maior malha cicloviária do Brasil, quase 120 km, talvez a metade esteja com manutenção em dia. Porém, são ciclovias de lazer, ligam áreas nobres para passeios idílicos ao por do sol. O uso de bicicleta para trabalho, na Zona Sul, é maioria absoluta de trabalhadores informais, de baixa renda que chegam a economizar uns R$ 100, de passagens. O mesmo acontece na Zona Norte, sem ciclovias. Mas por onde essa gente na Zona Norte pedala afinal?

Quem é muito corajoso, tem fé, vai pela rua. Quem é desconfiado encontra uma calçada ou ruas menos movimentadas. No percurso Ilha-Caxias há centenas de indicativos de que a calçada é o caminho mais utilizado. São trilhas sobre canteiros abandonados, pequenas elevações feitas de cimento para ultrapassar os meio-fios. Calçadas quebradas que proporcionam as mesmas subidas, mas no barro. Há um trecho de 2,3 km inteiro à frente da Marinha, com largas passagens no barro, depois brita, depois paralelepípedo e as marcas de pneu fino estão para todos os lados. Eu faço Ilha Caxias em 50 minutos, sem ciclovia, com Marcela, minha mountain bike padrão, da Sundown.

Quem são eles? Ora, qualquer pessoa que possa chegar ao trabalho e tomar um banho é candidato a usar a bicicleta, pelo menos na metade do mês, enquanto faz sol. A construção civil é a maior aposta de trabalhadores com bicicletas, gente que pedala fácil 15 km por dia. Depois de trabalhar oito horas. Ou até por conta disso. Funcionários de clubes e academias, de grandes depósitos ou supermercados, porque grandes imóveis são planejados para ter chuveiros, etc. Militares tem chuveiros e tempo para pedalar, os horários são intercalados por plantões, na maioria das vezes. Recrutas com certeza ainda gostam de bicicleta, porque nem faz tanto tempo que saíram daquela idade em que uma bicicleta equivale a um foguete interplanetário, nos leva a grandes aventuras por locais distantes.

Em quantas cidades, em quantas periferias abandonadas pelo poder público poderíamos fazer ciclovias participativas? Quantos U-Bikers estão dispostos a nascer? Com tantos votos em jogo, com um modelo participativo que barateia muito a construção de uma ciclovia útil, grande, sinalizada como se fosse uma estrada, os responsáveis pelo poder público devem se interessar. Na lógica atual da política no Brasil, uma obra barata e abrangente é tudo que eles precisam para mostrar algum serviço até as próximas eleições. E para os políticos que não obedecem a essa lógica, a palavra participativa é quase música, é estar com o lado certo, realizando política ao invés de discutindo política, negociando votos, outros verbos de não-poder.

Todo o projeto está cozinhando. De certo apenas as marcações e a vontade de continuar. Os próximos passos serão mais rápidos com ajuda de colaboradores. Em breve um site vai organizar tudo isso e fornecer material para quem vier ajudar por conta própria. Até dezembro de 2011, é cadastrar os donos das calçadas e criar o ambiente para estes contatos tão importantes.

Matéria no Jornal.

matéria do Miguel Caballero

matéria do Miguel Caballero

o troteiro dU-biker para Caxias agora é público

o roteiro dU-biker para Caxias agora é público

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<img class=”alignnone size-medium wp-image-359″ title=”dia sem carro 001″ src=”https://gomesalex.files.wordpress.com/2008/05/dia-sem-carro-001.jpg?w=300″ alt=”” width=”300″ height=”243″ />

7 Respostas to “Ciclovia Ilha-Caxias”

  1. markus Says:

    legal seria se fizesse uma ciclovia da ilha do governdor/ centro da cidade, passando pela praça da bandeira.

  2. Basquete no Corredor Esportivo Says:

    Primeiro tem que reformar as já existentes na Ilha para depois fazer uma nova, as ciclovias da Ilha não estão com buracos não está com verdadeira crateras.

  3. Willian Cruz Says:

    Só não se pode esquecer dos pedestres no projeto. Pelo que vi no vídeo (infelizmente não conheço a região), em alguns trechos há a proposta de substituir a calçada por ciclovia. Que se faça então um trecho de tráfego compartilhado entre pedestres e ciclistas, bem sinalizado para que ambos saibam que tem que dividir espaço com o outro.

    Parabéns pelo estudo e pela iniciativa. Mas, sinceramente, eu acho muito difícil conseguir montar a ciclovia assim em pedaços como você sugere, com cada proprietário de calçada fazendo sua parte. Mesmo que deixemos de lado o fato inegável de que muito proprietário de imóvel não vai querer participar, ainda mais tendo que gastar dinheiro do próprio bolso, o que faria a ciclovia ficar toda “picotada”, temos outros problemas.

    Para fazer direito, não é só passar um cimento e pintar o chão de vermelho. É preciso sinalização vertical (placa) e horizontal (de solo), é preciso mudar o viário (adaptar as ruas para a passagem da ciclovia), sinalização para os carros nos cruzamentos, estudo sobre a largura adequada da ciclovia, etc. Sem contar o problema de carros saindo das garagens de casas ou risco de atropelamento de moradores caso a ciclovia passe muito perto do portão. Sem contar que na maior parte dos casos, é muito melhor fazer uma ciclofaixa, no asfalto, do que roubar espaço dos pedestres na calçada. Já há espaço demais para os carros e pouco para as pessoas, não precisamos piorar isso, certo?

    Desse modo, torna-se extremamente necessária a participação do poder público, por mais que isso complique e atrase as coisas. Não sei se você já contou com isso no projeto que está preparando, mas lhe digo que ele deve ser levado à prefeitura, preferencialmente através de algum vereador simpático à causa.

    Se for para fazer na base da participação popular, esqueça a colaboração dos moradores, eles só vão ajudar a construir ciclovia na porta de casa se forem obrigados a isso. Melhor sair com um stencil e um spray e fazer sinalização no asfalto indicando a passagem de bicicletas, como já foi feito em São Paulo e em muitas outras cidades no mundo:

    Grande abraço!

    • ubiker Says:

      Primeiro, valeu o comentário ! Gente como Vc, a Claudiléia Pinto, o André Pasqualini, , o Zé Lobo, Cláudia Xavier, fizeram definitivamente minha cabeça. E minhas pernas !!

      Segundo. Vc tá certo, tudo isso fui descobrindo enquanto alimentava esse sonho quixotesco. Mas agora as pedras estão rolando, a campanha atingiu gente interessada ( e interesseira tb … ). Acho que fiz minha parte, criei uma situação para eles atuarem. Ou serem cobrados pela falta de atuação.

      O que ainda vou fazer é trabalhar pela sinalização, respeito ao ciclista no percurso, educação junto aos ciclistas, etc…enquanto houver ciclista na região.

      Mas o sonho deu cria: Uma nova campanha por outra Ciclovia menor e mais viável, o Anel Cicloviário da Ilha do Governador, onde moro. Que vai ser uma campanha por bicicleta no trânsito, ciclofaixas compartilhadas, etc..como venho aprendendo com todos vcs !

      VLW !!

      PS.: Meu sonho de consumo é participar da pedalada SP, estreando uma Dahon e sendo entrevistado pela Falzoni !!

  4. Marcelo Says:

    Existe mais detalhes desse trajeto?? Eu queria saber de alguns trechos que passam por locais que nao foram be mexplicados. Parece que ficam em locais de dificil realizacao dessa ciclovia…

    Pelo projeto tb acho que daria para se pensar em algo que ligasse com a ciclovia do corredor esportivo no monero vindo direto pela est canarias-Tubiacanga e com isso amplicar o alcance da mesma.
    Boa iniciatica de qualquer modo e vamos torcer.

  5. Sergio Telles Says:

    Certamente uma ciclovia ao menos entre a ciclovia do Jequiá e o Fundão, pela Estrada do Galeão, seria bastante interessante. O ideal é que pudesse ir até Del Castilho, aonde há o metrô. Algumas estações já contam com bicicletário, lá ele poderia ser colocado dentro do shopping Nova América, que certamente lucraria com os ciclistas, disponibilizando inclusive um vestiário (gratuito talvez trocando nota no valor de X reais, por exemplo). Certamente atrairia muitos adeptos.


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