Textos

UM LIVRO DE VIAGEM  

De uma viagem previsível e massificada nasceu um livro de viagens bem pessoal. A mistura de Orlando, na Flórida, com Tróia, na Grécia Antiga. Da experiência de pesquisador e repórter usou-se nosso aventureiro imaginário para juntar tudo numa coisa só. A Disneylíada, uma história de duas cabeças.

A narrativa ironiza a métrica de vida dos americanos, mas se cala ante a certas grandezas alcançadas. Ironia permitida também sobre a Ilíada pelo próprio autor há 2800 anos, Homero, que a satirizou na Batraquiomiomaquia, um guerra entre sapos e rãs.

Veja mais em:

A Disneylíada

Cópia  do livro, em arquivo pdf:

A Disneylíada.pdf

3 POEMAS 

O primeiro poema foi escolhido em 2009 para fazer parte de uma coletânea do Festival de Inverno de Ouro Preto & Mariana.  Os outros são inéditos.

PLACA de ESTRADA

Pousada Fazenda
Serra que chora.
Rio Lamento
no céu de silêncio,
poema na lata.

Água corrente,
gente assustada.
Lembranças novenas
em São Lourenço.

Grandes hotéis,
ruas marcadas.
Concílios adultos
nervosos por nada.

Parques templários,
Luas de frio,
Lojas de luzes,
miséria afastada
em santo  silêncio.

Pousada Fazenda
Serra que Chora .

Gente que espera
o raso da vida,
o tempo de outrora.

Águas de Minas,
ferruginosas,
augusta chance
no inferno  da Terra.

Best  Regards 

My best
My best
My best
Sire  Tomorrow
For your highnes
I’ll give all my bless

I guess
My guest
With friends who you call off
I’ve done
It all of my best

My best
My bet
More feast
From tomorrow
One day, one trust, from each test

Tonight
I’ll rest
I’ll lay down in hollow
My girl, really close to my chest

Success
Sussex
Sue Ann
Brought the dollars
And Thomas
Spread to the rest

All that
All jazz
Will touch every sorrow
It’s done
But nevertheless..

My friend
I’ve done all my best.

Titãs

Nos divertimos
no intervalo da culpa
por nos divertirmos

Fumamos aquilo
que os outros não fazem
por nos verem desatino

Pecamos porque vimos
o Deus representado
e nos excluímos

Vivemos latinos

Falamos grego aos Coríntios
sobre o destino do amor
que desconstruímos

Feio. Morreremos
decapitados os desejos
Para o exemplo aos vizinhos

Então seremos divinos.

Ou nada seremos
que já não tínhamos
sido.


UMA LETRA DE MÚSICA 

Favela do Futuro 

Sai da rua da amargura
Pega a mão da companheira
Canta um samba de Candeia
E olha prá lua

Tão sincera arquitetura
Feita de tiros certeiros
Quantos anos nessa luta
Serão passageiros

Imagina a utopia
Do mar da tranquilidade
Sobe o morro um astronauta
Com a mão da modernidade
Inventa a nova cidade
Porque trabalho não falta
O que falta é honestidade

Desce a rua da loucura
Quando o morro da utopia
Tanto à noite quanto ao dia
sem medo de altura

Cada um no seu destino
num caminho assistido
não vai ter tanto menino
doente perdido

Falta pouco eu espero
Já foi tanto desespero
Nas luas comunidades
Vai juntar numa vontade
Outro Rio de Janeiro
Esse feito de igualdade
E construído por inteiro

Cada rua leva um nome
Toda casa telefone
Já não tem mais tantos filhos
Correndo dos home

Lá na lua tem favela
Toda feita de cinema
Tão formosa que dá pena
De estar longe dela.

UM CONTO 

Sobre duas músicas do Destemido Walace e um filme de Bertrand Tavernier.


Estava longe o dia de saber o que era saber, o menino da história. Também o outro menino, que  vai entrar na ciranda da realidade uns cinqüenta anos depois.

O mundo pegou jeito de trazer gente no lombo. Mistura todos enquanto gira, como se a vida curta desses pequenos seres vivos de alma atormentada desse ao globo achatado um brilho à mais no vazio. Para que a Terra azul, em movimento radial uniforme, cause certa confusão nas estrelas. Ou coisa que valha à pena de terem vivido quase 70 bilhões de pessoas.

­­­­­­­­­­____________ x ____________

Recife, 1932.

Arteiro, ferino e conversador. Foi morar com a tia da Avenida Caxangá, fugindo da política em Floresta dos Leões, onde vararam tiros em conversas de comunismo. A coisa andava com a bilôra desde que Getúlio tinha apeado seu cavalo no Obelisco da Avenida Rio Branco, em 1930, para tomar o Palácio do Catete, na Capital do Brasil. Do Recife, Lima Cavalcanti espalhara a insegurança nas cidades mais próximas, que queriam ficar, como sempre, com o Governo, mesmo caindo de podre. Os comunistas se assanharam para os lados de Floresta dos Leões e por lá ficaram.

Foi por isso que a mãe do garoto, Catarina, o obrigou, aos prantos, corra para o Recife. Os velhos da Caxangá estavam a lhe rondar vexames futuros, quando ouvem dizer que roubava frutas em casa de sargento e tramava o fim da propriedade privada. Esse menino vai de enviesado. Mas Terêncio, nos seus 16 anos, não se avexa nem receia, velho tem mesmo é inveja de gente nova.

A Avenida Caxangá, no Recife, é a maior reta urbana do Brasil, ele ficou logo inclinado à partir. De bonde elétrico, o guerreiro infante se aventura até o Cais do Porto do Recife, onde está a vida, o que lhe faz pulsar o sangue. Navios, viagens, revoluções, mulheres e forróbodó.

Rio, 2006.

O w da filipeta saiu com uma perna a mais, normal, diz o atendente da gráfica virtual, tipo que empurra para ver se pega. E Cuca nem sabia que haviam dáblius assim nas fontes do Windows, para que alguém pudesse escolher tão mal. Depois, do estúdio, marcado há semanas, alguém liga cancelando a gravação porque um pico de luz queimou dois amplificadores Marshall, uma catástrofe. E a caixa de força com disjuntor, os fusíveis ? Mas se nem houve apagão, como teve pico de luz ?

A terceira mentira veio de quem mais deveria falar a verdade, as vozes ditas de Deus, autorizadas pelo governo, para administrar meios de comunicação. Numa rádio evangélica Cuca ouvia revoltado a proclamação do ódio aos umbandistas, para milhões de ouvintes. Três é demais. Merda impregnada de merda.

Seu avô lhe dizia que o futuro com liberdade política e toda a educação moderna seria de clareza e boas decisões, bons princípios. Vá você treinando então. Onde foi parar aquele futuro?

Recife, 1942.

Ser criado à solta no Recife não podia dar em outro destino: caixeiro-viajante e mascate, que o lugar faz a fôrma da pessoa. Com a educação de mãe amorosa e pai trabalhador, ficou claro que poderia ter o que quisesse, custe o que custasse de esforço, encanto ou sangue. O mundo respondia bem à isso.

O Recife anda às escuras, submarinos alemães afundaram navios cargueiros para a Europa, porque alguém na Alemanha achava certo. Centenas de mortos no Marco Zero. Sentiu uma vontade danada de voltar para casa, antes do telegrama chegar na Caxangá. A Tia abriu e chorou, ele sabia pelo tom desesperado que havia perdido a mãe. Tantos velhos na família, todos vivos, uns se arrastando, mas vivos. Porque a mãe teve que ir tão cedo? Porque Deus fez isso contra ela e contra ele ? Era para mãe que deveria mostrar as economias dos primeiros anos de trabalho, contar as histórias de viajante no Sertão e Floresta distantes. De como é lindo o Brasil.

Fez a mala mais uma vez, a única que nunca desejou fazer.

Rio, 2007.

Cuca teve que aceitar o contrato meio às pressas. E para o Cuca receber o cachê antes do primeiro show foi um sufoco, pressionado pelo empresário. Ele podia esperar, se o show fosse ruim, até devolveria uma parte. Para a banda o que importa é estar lá, por inteiro. Hoje em dia ninguém mais confia em ninguém, mesmo fazendo música, essa coisa tão boa de fazer. O empresário sempre escolhia como lhe falar essas coisas da esperteza alheia, devia pensar que ele era um ingênuo, correto demais, que aceitaria a palavra de um estranho contratante de shows. Bem, se o Cuca visse a figura do avô nos modos e declarações do sujeito, confiaria sim. Gostava de confiar, era mais prático, mais amistoso.

Havia uma rede submersa na confiança mútua, ele então se anima e pensa.  A sua própria felicidade está ligada à realização com os outros e não contra os outros. Que felicidade existe em safar-se de um trapaceiro? Não seria melhor convertê-lo de volta à confiança? Educá-lo? Se anima e pensa.

Carpina, 1952.

A Terra tem muitos donos, além de Deus. O governo só manda para cá os polícias. Os coronéis mandam pelos Cartórios. A chuva demora, como se a grande seca para cima de Arcoverde mandasse ventar até os canaviais.  Floresta dos Leões já havia perdido o nome, voltando o lugar a ser Chã de Carpina, ou Carpina, somente.  Porque no tempo que deitou os trilhos naquele lugar, uma estação foi batizada assim, por um carpinteiro que lá morava.

Nesta terra com crise de identidade, Seu Terêncio já andava quase velho aos 36 anos, com Alva e quatro filhos, mais dezoito colonos armados e muitos contratos com as Usinas, que não permitiam atraso. Se vierem tomar a colheita à pulso, respondo à bala. Porque o pai trabalhador e a mãe amorosa lhe faltavam, nublou-se o menino. O homem se valeu da honra comparada com os da classe, da verdade imposta à força, não mais encontrada em prosa de fim de tarde, na varanda.

A Usina veio, com uns trinta polícias e oficial de papel na mão. Os dezoito colonos fugiram com as famílias e as armas. Os cartórios assinaram embaixo. Perdeu tudo, sobrou uma direção, de volta à casa da Caxangá. Os velhos dele zombaram mais uma vez, quando por lá deixou a mulher e os filhos. De novo ia de bonde, ao Cais do Porto.  Impaciente, ferido e odioso.

Rio, 2008.

Meu neto, a paciência é um tipo de óculos, faz você enxergar melhor o tempo que os outros. Na fila do banco, ele observava cada um, pensa na conexão entre viventes, ali numa mesma espera. Uns preocupados, outros conformados, todos interligados pelo dinheiro do banco. Não se escapa aos bancos. É tão sério tal relacionamento. Uma notícia inesperada e pessoas explodem em gritos e choros. Como seriam diante da morte? No banco ninguém percebe a sorte de estar vivo, simplesmente.

A pessoa pressionada tende ao egoísmo, no alcance de sua condição moral. Pouca educação, reação primitiva. Por isso se consagram os heróis, aqueles que entregam a própria vida pelo bem dos outros, sob qualquer pressão. Deviam existir mais heróis banqueiros. Mas Cuca só acredita em heróis conscientes da vida, descarta os heróis de Guerra, e os falsos ídolos que sobem por uma escada de pescoços. Essa merda impregnada de merda.

Chegou a vez de pagar mais uma conta atrasada no guichê, com toda calma e compaixão pelo karma ruim do caixa de banco.

Rio, 1962.

Seu Terêncio deixou de ser Seu, quando embarcou naquele navio, dez anos antes. Mal saiu dele, na Praça Mauá, deixou de ser Terêncio. Um contratador lhe perguntou, estás vindo de onde? Pernambuco. Então vais te chamar Pernambuco. Sabes ler? Sei, sim senhor, português e francês, mas para o quê, senhor ? Ó Pernambuco, tu vais ler só as placas e os endereços. Hoje ele já podia rir do Seu Osório que o ajudou a levantar-se da queda do orgulho e da violência.

No navio, havia entendido, a pessoa é para o que nasce. Burro-sem-rabo foi por cinco anos, pensava naquilo como uma boa punição. Conheceu a cidade, gente honesta que pagava em dia, e assim venceu um destino infame. Em 58, Brasil campeão do Mundo, era de novo um mascate, bom de prosa. O que nele é poder também é satisfação. Já podia rir de tudo junto da família reunida em torno da longa mesa do café da manhã nordestino. Depois, as águas de março de 1962.

Quando lhe disseram que os Militares estavam tentando tirar Jango do Planalto, ele lembrou do pai. Mudam-se as moscas, filho, mas a merda vai continuar a mesma.

Rio, 2009.

O último show foi gratuito, sem luz de palco e sem o baixista. Ele não podia cobrar, questão moral. O empresário fugira com equipamentos, na Van da banda, por uma garota de programa. No almoço domingueiro, Cuca evitava os fatos enquanto os primos zuavam, volta à vida, larga a música. Teria o apoio de todos, pelo visto.

Mas podia ser apenas um ato de  sobrevivência emocional, ter e ser alguma coisa logo, contra a vontade natural de fazer aos poucos. As finanças lhe dariam dinheiro, novos amigos, novos meios de ser feliz. Mas o que os outros ganhariam com isso? Ele sempre sentira uma necessidade de se envolver na soluções alheias, a tal rede de energia. Algo lhe dizia, aquela decisão estava errada. Mas algo também lhe disse, certa vez, que aquele era um bom empresário.

Algo sempre erra, isso é fato, não é interpretação. Que é a forma intuitiva e ao mesmo tempo lógica, aplicada nas artes, quando se fala da vida. Apenas uma delas, vida ou arte, parece não depender da outra. Assim Cuca matou a música em seu coração, para continuar sociável.

Rio, 1972.

O Avô dizia, nunca se avexe com coisa já feita ou decidida, porque o mundo é uma bolinha azul girando sem parar. E tem que enxergar nos pensamentos. Mas no coração de Seu Terêncio ia um aperto de ver o filho mais velho sair de casa carregando volume de coldre debaixo da camisa, para um tal de ponto.

Ele sabia, mesmo sem os jornais dizerem, da guerra entre o Estado e meia dúzia de loucos pela razão, os heróis. Seu filho, rebatizado Prancha, era um dos que iam morrer. Sentou-se depois com ele e juntos beberam meia Pitú. No fim da conversa serviu-se chá forte de erva cidreira, o filho tomou e apagou.

Seu Terêncio já havia marcado passagens de avião, a saída era o aeroporto. O filho carregado acordou na casa da Caxangá, diante dos velhos, com verdades nas unhas, para uns tapas de sabedoria. Chorou por relembrar o passado violento do pai, e como o orgulho pela terra o fizera perder tudo. E por lá ficou, pernambucano mergulhado na Zona da Mata, seu berço para recomeçar. Floresta dos Leões. Seu Terêncio voltou ao Rio, ao aparelho dos rebeldes. Meu filho recobrou a consciência, façam o mesmo. O Brasil precisa de vocês, vivos.

Rio, 2010.

A garota de olhos magnéticos lhe disse, manhosa, adoro música, meu tio compõe e toca violão, o Gógol, conhece ? Cuca puxou o crachá da empresa, viu sua foto de desânimo, e barbudo, pediu ao garçom uma tesoura. Você está vendo isso, Bia ? A garota desdobrou um sorriso, o que esse doido fez ? A pessoa é para o que nasce, como lhe ensinara o avô. A Bela Beatriz reabriu as portas da arte, para o gerente de finanças contrariado, no gesto de cortar o crachá.

Mas a garota gostou também das canções. Mesmo aquelas sobre mulheres do passado, o que lhe pareceu inacreditável. Depois da decisão, Cuca encontrou cada amigo da banda em igual sintonia. Todos prontos para o novo som, que também veio de novos parceiros. Tudo se encaixava como uma destemida espiral de DNA.

Ele já sabia representar o que sentia em letras e sons, estava tudo lá, as coisas do mundo, trapaças e alegrias, lições de vida, a fala de sua vontade, seu poder. Agora é dividir com todos que precisam. Por que se Deus quisesse, isso ia mudar tudo.  Com certeza, Deus é um artista. Só pensa na obra, dane-se a crítica.

Rio, 1984.

Seu Terêncio andava nas nuvens. Era um feliz aposentado, como os velhos da Caxangá, ainda vivos, estropiados, mas a verdade nas unhas, era só chegar. Sua felicidade era dos outros, bastava abrir a janela do apartamento em Copacabana para sentir o ar da liberdade naqueles dias. Sobrevivera, com sua pressão alta, ao verão mais quente que sentiu na vida, 43º no Rio. Em abril, com os netos, assistiu o comício das Diretas Já. Viu todos os exilados famosos de 64. Brizola, Arraes, junto aos que ficaram, Teotônio, Ulisses. Fafá de Belém cantou o hino nacional como nunca se viu antes.

Lembrou-se que o primeiro comício das Diretas Já foi em Pernambuco, Abreu e Lima, terra de sua esposa, Alva. Não contou aos netos a graça que seu pai fazia, mudam as moscas, mas… Queria enchê-los de esperança, por um futuro de gente bem educada, seja lá qual fosse o regime, economia ou religião. Bastava apenas que seguissem bons princípios.

Um ano depois, Tancredo Neves, cria de Juscelino, o Moderno, iria ser o presidente da República. A coisa ia melhorar. Pensava no distante mundo do Poder de Estado, quando sentiu a pontada no coração, a falta de ar, manchas na visão e raciocínio. Recolhido ao Hospital, teve a notícia para a mais dura das lições, é hora de aprender a morrer.

Pediu um telegrama, para se despedir dos velhos da Caxangá, perguntando qual era o segredo de viverem tanto. O único que sobrara lhe respondeu, comi muito bem e nunca esquentei as ventas por coisa nenhuma nessa vida. Sentiu inveja daquele velho, para logo rir depois, passara a vida na varanda, falando mal dos outros. Que saudade deles.

Pediu também mais tempo com os netos, e que ninguém lhes dissesse a verdade sobre seu estado, pelo menos não daquela vez. O garoto Ricardo, mais velho e  ensimesmado, veio lhe mostrar o primeiro violão. A morte não foi convidada para aquele show. E no final lhe disse o garoto, avô, o senhor é que é o verdadeiro artista. Sem nunca saber nenhuma nota musical, sempre ensinou a gente a viver em harmonia.

“ Para Tânia, minha esposa e musa “

Rio de Janeiro, 11 de fevereiro de 2010.

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