Poesia e letra

Para ver um livro completo, não publicado, clique no link abaixo com o botão direito e abra numa nova página ou nova aba. ( arquivo PDF )

Sete poemas sem amor para uma nova musa

Abaixo tem alguns textos de poesia e uma letra de música.  O primeiro poema foi recém escolhido para fazer parte de uma coletânea do Festival de Inverno de Ouro Preto.  Os outros são inéditos.

PLACA de ESTRADA julho de 2005

Pousada Fazenda
Serra que chora.
Rio Lamento
no céu de silêncio,
poema na lata.

Água corrente,
gente assustada.
Lembranças novenas
em São Lourenço.

Grandes hotéis,
ruas marcadas.
Concílios adultos
nervosos por nada.

Parques templários,
Luas de frio,
Lojas de luzes,
miséria afastada
em santo  silêncio.

Pousada Fazenda
Serra que Chora .

Gente que espera
o raso da vida,
o tempo de outrora.

Águas de Minas,
ferruginosas,
augusta chance
no inferno  da Terra.

Best  Regards 1998

My best
My best
My best
Sire  Tomorrow
For your highnes
I’ll give all my bless

I guess
My guest
With friends who you call off
I’ve done
It all of my best

My best
My bet
More feast
From tomorrow
One day, one trust, from each test

Tonight
I’ll rest
I’ll lay down in hollow
My girl, really close to my chest

Success
Sussex
Sue Ann
Brought the dollars
And Thomas
Spread to the rest

All that
All jazz
Will touch every sorrow
It’s done
But nevertheless..

My friend
I’ve done all my best.

Titãs 2005

Nos divertimos
no intervalo da culpa
por nos divertirmos

Fumamos aquilo
que os outros não fazem
por nos verem desatino

Pecamos porque vimos
o Deus representado
e nos excluímos

Vivemos latinos

Falamos grego aos Coríntios
sobre o destino do amor
que desconstruímos

Feio. Morreremos
decapitados os desejos
Para o exemplo aos vizinhos

Então seremos divinos.

Ou nada seremos
que já não tínhamos
sido.


Uma letra

Favela do Futuro samba 2007

Desce a rua da amargura
Pega a mão da companheira
Canta um samba de Candeia
E olha prá lua

Tão sincera arquitetura
Feita de tiros certeiros
Quantos anos nessa luta
Serão passageiros

Imagina a utopia
Do mar da tranquilidade
Sobe o morro um astronauta
Com a mão da modernidade
Inventa a nova cidade
Porque trabalho não falta
O que falta é honestidade

Desce a rua da loucura
Quando o morro da utopia
Tanto à noite quanto ao dia
sem medo de altura

Cada um no seu destino
num caminho assistido
não vai ter tanto menino
doente perdido

Falta pouco eu espero
Já foi tanto desespero
Nas luas comunidades
Vai juntar numa vontade
Outro Rio de Janeiro
Esse feito de igualdade
E construído por inteiro

Cada rua leva um nome
Toda casa telefone
Já não tem mais tantos filhos
Correndo dos home

Lá na lua tem favela
Toda feita de cinema
Tão formosa que dá pena
De estar longe dela.

Deixe uma resposta