Evento confirmado

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U-Biker está andando pelas ruas de mochila com 12 pedidos de colaboração, autorização, nada a opor, listas e mais listas do que fazer para liberar o passeio de 6km com o máximo de segurança. Burocracia é a ciclovia torta dos papéis oficiais. Porém por trás deles estão as pessoas e todas até agora foram de extrema compreensão e apoio.  Ponto para a causa da bicicleta, é o que agrada a todos.

O Evento está confirmado pela Prefeitura através do amigo dU-Biker, Sérgio Ricardo, incentivador da campanha Ilha-Caxias desde o início.  Que hoje está na função de coordenar as Lonas Culturais.  Foi ele quem levou a campanha a outro nível de vínculo com a realidade, como diria Caetano.

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Esta semana é a divulgação. E o planejamento da segurança do percurso, junto com Detran e CET Rio. Mais dois ofícios…

Porém ajuda muito se vc repassar o pentálogo abaixo:

1 – Revise pneus, aros, raios, freios,  mesa e guidão

2  - Chegue cedo e aproveite mais

3 – Tênis, boné, filtro solar e água

4 – Pais com filhos, menores de doze anos só na ciclovia

5 – Passeio não é corrida.

VLW !

Pedalando contra a Dengue

mapa-passeio-menorU-Biker arrumou um trabalho com bicicleta e de bicicleta. Vai participar de um evento dia 15 de março no Aterro do Cocotá, Pedalando contra a Dengue, à pedido do Sérgio Ricardo, que está na Coordenação das Lonas Culturais.

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É mais um passo na busca por estrutura e local para deslanchar as campanhas. Agora tem outra, além da Ciclovia Ilha Caxias. É o Anel Cicloviário da Ilha, para atender a ( quase ) todos os bairros.

mapa do anel no Google Maps 

 

Até o dia 15, veremos no que dá.

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Presentes de Natal

Já é Natal na Líder Magazine, nas chamadas de programação da TV e no Blógol, o blog do Gógol. Eu ando meio sem assunto por isso resolvi lembrar apenas que ainda estou vivo.  Aproveitem os presentes !

MÚSICA

Um site da Romênia, sobre música, contém uma página com todos os álbuns daquele livro  “1001 discos para ouvir antes de morrer”. Eu tenho o livro, nem sonhava ouvir aquilo tudo. Mas na dúvida, baixei um programa – freecorder – para gravar as músicas, porque lá não tem download, só streaming.

1001 Albums / 1001 Albume

BICICLETA

Para quem se cansou de pedalar no spinning ou já viu o futuro do automóvel, recomendo abraçar a  causa da bicicleta. Eu tenho muitos projetos inacabados e algumas viagens só planejadas, mas já compreendi que é amor para a vida toda. Um bom começo é o site abaixo.

Escola de Bicicleta

QUADRINHOS

Um fã dos quadrinhos do Garfield criou um site com mesmas tiras publicadas do Garfield, mas sem o gato. O resultado é desconcertante. Jon Arbuckle, o dono – ou animal ? – do Garfield torna-se o personagem central e os espaços vazios e silêncios do gato retirado se transformam em pausas de texto e imagem. Esse efeito muda completamente o sentido das falas. Veja bem, ele não reescreveu nada, só deletou o gato e suas participações.

Mas o melhor foi o comportamento e a mensagem do autor da tira, o dono do Garfield, do Jon, do Odie, etc. Jim Davies simplesmente autorizou e ajudou o fã a publicar um livro com as tiras alteradas. Ele NÃO cobrou direitos autorais. Como diria um tio advogado: perigoso precedente…Como diria outro tio, comunista: o fruto da imaginação humana pertence a humanidade.

garfield minus garfield

CIÊNCIA

O site abaixo é uma luz dentro do túnel. Traz à razão sua melhor condução de pensamento, no caso de você ainda acreditar em discos voadores e seres de luz. Não estou dizendo que não existem, mas com certeza não são nada do que você pensa. O Projeto leva o nome de Guilherme de Ockham, filósofo franciscano do século 12, que separou a fé da razão e deu valor às duas para uma boa vida. Se duas teorias se aplicam a uma mesma explicação, a mais simples deve ser a verdadeira, aquela que deve ser testada. O princípio é chamado de Navalha de Ockham. Isso ajudou muito cientista na hora do trabalho e muito vestibulando da hora de chutar a resposta.

Projeto Ockham

CORSÁRIOS

Se você procura filmes de graça com estilo e opções precisa decorar a sigla rmvb.  É  um tipo de arquivo de vídeo leve, que deixa um filme de duas horas com 300 mega. Há centenas de sites com links para terabytes de filmes antigos, novos, ruins, com legenda, sem legenda, cortados, com áudio mais ou menos, alguns vem trocados, mas a maioria funciona, no meu monitor de 17 polegadas, quase uma TV. Assisti 60 filmes em doze dias, é a fome. E  lembre-se : filme emprestado não é pirata, arquivo digital partilhado, idem.   

Cyber Filmes –

CINEMA

Poderia dizer muito sobre os filmes assistidos, mas a maioria só passou pelos olhos. Cinema é uma fábrica como qualquer outra. Cada um faz a sua parte e a maioria se esquece porque vive daquilo. Ainda bem que a natureza nos organiza em grupos diferentes para que alguns grupos indiquem os caminhos do pensamento. E alguns deles fazem cinema, ainda. Então vamos apenas aos muito bons:

ZABRISKIE POINT  -  É de um cobra do cinema realista italiano, Antonioni, quase um documentário sobre protestos dos direitos civis nos anos 70. Mas isso é só cenário. São várias as interpretações possíveis com a direção inesperada do filme e dos personagens. Um diretor assim tem gramática própria, como se falasse uma língua pessoal com as sequências de cenas e diálogos. É coisa rara.

QUASE DEUSES -  É a história – real – de Vivian Thomas, um negro americano, com uma carreira dos anos 30 aos anos 70, em assistente de laboratório de um grande cirurgião homem branco, na mítica escola de medicina de Johns Hopkins. Os dois juntos chegaram a uma técnica cirúrgica que permitiu a primeira cirurgia de coração do mundo e a salvação de milhares de vidas de bebês com a doença do bebê azul, uma anomalia cardíaca só tratada na tesoura e linha.

É claro que só o homem branco levou a fama e Vivian Thomas, bem..veja o filme. É uma obra-prima de interpretação de Mos Def, que faz o quase-deus Vivian Thomas.

NAÇÃO FAST FOOD – é um filme de Richard Linklater, não precisava dizer mais nada, você ia no google e saberia que ele é do bem. Nesse filme ele bate forte da indústria de alimentos e tem o Bruce Willis, no personagem, dizendo que ” 40 mil pessoas morrem por ano de acidentes de carro e ninguém nem pensa em fechar a GM, então comer carne com coliforme é bem tolerável “. É um filme da esquerda americana, que anda cheia de material na mão. Muito bem conduzido, atual, e assim como o Zabriskie Point, do Antonioni, fala da juventude cabeça vazia e mexicanos “escravizados”  a R$ 80 por dia. Até eu ia querer também…

LARS AND THE REAL GIRL – Esse filme é um poema, se desdobra em significados, os melhores, aqueles mais humanos, que nos deixam felizes de sermos humanos, dar bom dia, ajudar os amigos e pertubar os inimigos, etc.. e continuar vivendo.

Lars está perdendo, digamos, a noção geral das coisas. Ele perdeu a esposa num acidente e foi ficando pirado, tipo muito triste sem que ninguém veja. Um dia ele compra uma boneca de sexo, dessas que tem peso e tamanho reais, e vem com a boca meio aberta e cabelos humanos. Bianca. Coisa de japonês. Só que para ele Bianca é de verdade, só é ” meio tímida”. A população da pequena cidade combina então embarcar na onda dele, até ver o que dá. É esplêndido pela idéia e pela interpretação de todos, até da boneca.

ACROSS THE UNIVERSE – É um musical com atores jovens, grande produção de cenários e locações importantes, um pano de fundo da história contemporânea americana, tudo para um roteiro primoroso. Eles escreveram uma história costurada das músicas dos Beatles, de forma que ao colocar as mesmas músicas em forma de musical moderno – ação dentro da música -  coube certinho. As emoções de cena e canção ficam as mesmas.  É show de Beatles e amor aos Beatles. Mas tem referências a Hendrix e Joplin, em dois personagens centrais.

CAPÍTULO 27  -  É a história dos últimos dias de Mark Chapman antes de virar Mark Chapman, o cara que matou John Lennon e os anos 70. O filme é tri-ótimo e tem o Jared Leto no papel do assassino. Ele teve que engordar 22 quilos em 3 semanas. O filme explica melhor a história do Chapman ter se inspirado no livro ” O Apanhador nos Campos de Centeio “, do estranhíssimo J.D. Salinger, que escreveu, em 26 capítulos, a história de um jovem perdido das idéias que vai para Nova York para se matar. O nome do filme vem daí, o capítulo 27 seria escrito pelo Chapman. Mas eu acho, pelo que entendi, que ele mataria o Lennon até mesmo se tivesse lido a Caras. Doido de pedra.

AS AVENTURAS DE MOLIÉRE  – É sabido que ele foi ator, diretor e escritor de peças e viajava mambembe pelo interior da França construindo sua reputação imortal. Jean Batiste Poquelán, o Moliére é retratado numa aventura amorosa e social, que teria dado na peça  o Tartufo, do difícil gênero da tragicomédia. É um filme engraçado e simples, que dá saudade do teatro bufão que falava dos poderosos ao povo.

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA -  Filmar um escritor como Saramago é o mesmo que pintar um quadro da Rach nº 3, a peça intocável para piano do russo Rachmaninov.  Mas o que sobrou do ensaio sobre a Cegueira é bem parecido com o clima fantástico e o debate político que Saramago sempre propõe, enquanto constrói delicadamente os personagens e seus vastos interiores. Isso, filme nenhum consegue, só lendo mesmo.

Já a produção é fabulosa. O que fizeram com São Paulo para filmar, fica difícil entender como conseguiram parar a cidade de dia e sumir com todo mundo no Anhangabaú e na Paulista. Mas não pense que é filme-cabeça, a história é simples: uma epidemia de cegueira ataca uma cidade imaginária e as consequências são a opressão do Estado contra os doentes, enquanto não se sabe a cura. O filme quase todo se passa num hospital-prisão, onde os cegos se dividem em quartos que viram pequenas famílias. Um delas quer dominar o hospital mas perde sua humanidade.

Acho que tá bom. Vejam também: Como roubar um Banco, Escritores da Liberdade, Hancock, A Casa de Alice, Eu Sou a Lenda, o Magnata, Jumper, Saneamento Básico, Queime depois de Ler, A Secretária, todos muito bons e interessantes.

Obrigado pela leitura e Feliz Natal !

Terminal nem tão cedo

U-Biker recebeu e-mail grave sobre o Terminal Público de Pescado da Ribeira, uma das 20 unidades nacionais do projeto do novo Ministério de Aqüicultura do GoFed, construir portos imensos com mercados públicos para venda e leilão de pescado, com mais fiscalização e rede de distribuição.

Qualquer pescador vai usar, deve pagar uma tarifa, vai ter gente podendo mais que outros, etc…como sempre. Mas é uma dessas iniciativas esperadas há décadas, como a Reforma Agrária. Essa já tem Ministério (ou teve?) mas não sai de jeito nenhum, nem na marra do MST.

Então, vamos reformar o Mar, diz o Lula Voador. Já tem um Terminal na Bahia, num lugar chamado Ribeira, outro para ser feito em Natal, noutro lugar chamado Ribeira. Acho que já tem Ribeira demais, deixemos a nossa em paz, mas para isso é preciso se mexer e logo. Alguns blogs como esse vão tentar pelo menos informar para que todos vejam o tamanho do problema.

MANIFESTE SEU APOIO PELO EMAIL terminalnao@gmail.com

É problema grande como o Terminal, para 300 toneladas de pescado\dia! Isso dá 30 caminhões de 10 toneladas circulando entre 4h e 10h da manhã, principalmente. E cheios de peixe! Imaginem quantas gaivotas vão estar soltando cargas sobre a Ribeira.

Cada terminal custa R$ 20 milhões, tem porto, frigoríficos, armazéns, estaleiro, etc..Um arrojo, ótimo gerador de emprego e votos. Menos dos eleitores da Ribeira, Zumbi,Vila Pan-Americana, toda a Estrada do Galeão e até da Colônia e Pescadores do Mangue do Zumbi, porque a circulação grande de barcos afasta o pescado da Baía, onde os barcos pequenos dali alcançam somente. Sem falar no prejuízo ecológico no mangue.

Mas há sérias chances da decisão ser revertida porque têm antepassado recente. No Caju, em julho de 2007, dois estaleiros argumentaram prejuízos futuros, porque precisariam do terrreno do Cais do Porto para novos contratos, de 800 milhões de dólares, com a Petrobrás, eu acho. E alegaram falta de infra-estrutura de transportes para os caminhões de peixe. E veja bem: eles estão do lado da Avenida Brasil ! O projeto foi então adiado.

Outra: a prefeitura de Niterói quer o projeto, os empregos e os votos iriam para o outro lado da poça d’água, o que seria ruim para o Rio todo. U-Biker gosta muito do Rio e do Google Maps e já achou outro lugar, pacato e cheio de recursos, como a proximidade da Avenida Brasil, área de pescadores, infra-estrutura para pesquisa e controle de qualidade. Precisa cavar o porto, o calado é raso, 4 metros. Fica na Ilha do Fundão, rua 36, numa praia que vai da Petrobrás até a Àrea Militar. Outros locais serão sugeridos aqui.

o mapa do local sugerido

Fotos do Local

Os barcos do lugar, calado de 4 metros

Praia da Rua 36

Houve um mangue um dia aqui, vale uma campanha também, pela limpeza daquele local.

Parte da praia é reservada aos Militares da Vila

Rio-Petrópolis em dois dias.

Petrópolis, cidade do Império, a viagem que planejo há uns dois anos. Meu pai fazia a subida todo mês, na década de 50, numa bicicleta de corrida com passadores Simplex. Meu avô, bem antes, subia junto com outros trabalhadores da Cristian Nielsen, para manutenção e acabamentos daquela estrada. Um prazer de se esperar dois anos para colher o resultado já seria o bastante. Mas a subida de Petrópolis parece que faz parte da minha vida desde sempre.

Local onde meu avô trabalhou.

A Estrada Rio-Petrópolis foi inaugurada em 1928, um arrojo para a época, muitos operários morreram na construção, meu avô escapou. O presidente era Washington Luís, que deitou estradas no Brasil todo, exemplo para outro estradeiro que viria muito depois, JK.

A subida tem 21 km. Alternam-se planos e ladeiras suaves até a metade. Depois, as ladeiras vão ficando mais fortes, as paisagens mais bonitas e fica menor o espaço entre as pedras cortadas e os ônibus. Meu avô escapou, eu também. Acho que sorte é genética.

A descida foi pela Estrada Velha da Serra da Estrela, paralelepípedo, a que dá acesso a Pau Grande, terra do Garrincha. Liga Petrópolis a Magé. Eu desci na Chatuba, um calor de verão. Depois Piabetá, BR-116 e volta à 040, a Rio-Petrópolis. Um carro me fechou e me acertou de leve, no guidão, em Piabetá. Eu xinguei, depois me arrependi, não era “um local”. O cara foi embora, porque estava errado mesmo. Foi o único verdadeiro momento de risco da viagem toda. Que eu tenha percebido, pelo menos.

Como sempre, ninguém acreditava quando eu dizia de onde vinha. Cicloturista? Nem o Escritório de Turismo de Petrópolis, que é cidade metida a Européia, sabia o que era. Que dirá na Chatuba. Por sinal, a Chatuba é um lugar muito bucólico e esverdeado. Vi sinais de uma ferrovia antiga, mas não sei se era a primeira do Brasil, sem placas. Sinais do Imperador nessa estrada de carruagens só vi um marco Real na Estrada Velha da Estrela, numa beira de rio sujo, com cascatas de lixo.

Sítio na Chatuba, trilhos na frente