O tráfego de ciclismo da Ilha

Como na grande maioria  dos lugares onde moram ciclistas, a Ilha do Governador não tem um tráfego regulamentar para quem deseja exercer no trânsito o direito de ir e vir usando a invenção de John Starley, em 1880, a bicicleta moderna.

O Código Nacional de Trânsito prevê isso, tem Lei regulamentando isso. Porém nas ruas parece que ciclista está um pouco acima de cachorro e um pouco abaixo de pedestre, no senso comum de muitos motoristas.

O Rio de Janeiro – 200 km –  é a cidade com mais quilometragem no Brasil – 2,5 mil  km –  em ciclovias, para 80.000.000 de bicicletas brazucas ou não.  São dados da Prefeitura do Rio e da Abradibi, 2009 ( Fonte: TA ). Era um veículo invisível para o Poder Público até dez anos atrás.

Por mais campanhas que façamos por ciclovias, parece óbvio: vai levar outros 500 anos de civilização para pavimentar as sonhadas e seguras ciclovias de cimento , onde criancinhas a 5 km/h dividem a via exclusiva da bicicleta  com entregadores de farmácia, a 30 km por hora.  A opção:  dividir o trânsito com os carros, ônibus, caminhões e quem mais se arrisca é quem pesa menos,  o ciclista.

Como ensina o Zen português, nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Uma rota sinalizada com Bicicleta na Via, com baixa velocidade para veículos motores,  30km/h,  reduz muito os riscos de impacto agressivo. Em vias mais movimentadas, alarga-se a via e deixa a bicicleta separada de todos.  Tudo isso com esforço da sociedade através de associações, auto-escolas, empresas de ônibus, colégios, etc.. para educar o ciclista e o motorista igualmente. Cada caso é um caso e nosso caso é um bom caso.

mapa orientado pela prefeitura

É o que pode acontecer na Ilha depois da reunião descrita abaixo, onde U-Biker apresentou o projeto do Anel Cicloviário para o sub-secretário de Meio-Ambiente, Altamirando Moraes e equipes : Parques e Jardins, Seconserva, engenheiros e assessores.  A quem agradeço essa oportunidade nem apareceu na foto, porque estava fotografando. O Zé Lobo, da Transporte Ativo.   Ele defende teses parecidas há anos e está mudando a geografia da vida em Copacabana, entre muitos projetos realizados.

reunião na XX R.A. com representantes da Prefeitura. Altamirando Moraes no centro.

Vistoria na Bica: a bike dobrável é do Zé Lobo.

A última notícia veio dele mesmo. O interesse da Prefeitura é realizar o Anel Cicloviário da Ilha em partes, como incluir algumas vias do trecho na sinalização que já ocorre hoje em dia pela CET-Rio. Ou as obras menores, pela Seconserva  nas ciclovias.  E não custa nada promover logo a educação e o uso nesta rota prevista, trabalho permanente na Associação de Ciclistas. Quem quiser é só fazer parte da ACIG, passeios todo segundo domingo de cada mês.

E tem outra notícia boa, do Sérgio Ricardo, ambientalista que ajudou muito nesse processo todo, aproximando pessoas e trabalhando na ACIG.  Aquela imensa área vazia no caminho para o Tubiacanga já tem projeto de Parque Municipal, com mais uma ciclovia para a criançada ir aprendendo.  Em breve eu publico mais detalhes.

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Uma resposta para “O tráfego de ciclismo da Ilha”

  1. Tiago Caçula diz:

    Muito bacana esta conquista!
    Agora é ficar de olho e depois comemorar!
    Sucesso e paz meu amigo!


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